Newsletter #25
“Tudo o que é feito no mundo é feito pela esperança.” Martinho Lutero
Final de Ano: Uma Mensagem de Esperança
O final do ano é sempre uma oportunidade especial para refletirmos sobre o que realmente nos traz esperança. Quero compartilhar com você uma mensagem que tem marcado meu coração e que serviu de base para o sermão que preguei em nossa série natalina Fé, Esperança e Amor, ministrada em dezembro de 2024 na Assembleia de Deus, Congregação Jardim Botânico, em Porto Alegre, onde congrego e ajudo no pastoreio.
Essa mensagem de esperança está profundamente conectada com o verdadeiro significado do Natal, uma das celebrações mais importantes da fé cristã. Meu desejo ao escrever esta newsletter é que Deus renove sua esperança e conforte seu coração, trazendo à memória aquilo que realmente importa: Jesus nasceu! Esse evento mudou a história e continua transformando vidas, incluindo a minha e a sua.
Então, vamos juntos refletir sobre essa esperança viva que só Cristo pode oferecer? Que essa leitura seja uma bênção para você e sua família neste tempo tão especial.
Esperança Encarnada: O Príncipe da Paz Chegou
Isaías foi escrito entre 686 e 650 antes de cristo, em um período de 36 anos, profetizou em Judá, em uma época em que Deus estava julgando o povo por meio de um ataque assírio. Neste contexto, Deus chamou Isaías para advertir o seu povo sobre a decisão de mandá-los para o exilio e para garantir que, no futuro, após o exílio, o povo voltaria a receber bênçãos sem precedentes.
Foi Isaías que garantiu que se o povo de Deus se mantivesse fiel iria desfrutar de uma gloriosa restauração pós-exílio (novos céus e nova terra). É espetacular como o novo testamento refere-se mais a Isaías do que a qualquer outro livro do AT quando a questão é indicar de que maneira Jesus Cristo cumpriu as expectativas em relação a quem seria o Messias prometido.
No capítulo 8 de Isaías, ele prediz a invasão dos assírios, como uma inundação, tamanho poder do rei da Assíria contra o povo hebreu. E quando o juízo chegasse o povo deveria consultar a Deus e não a necromantes e adivinhos: “a favor dos vivos consultarão os mortos?” (Is 8.19). É com esse pano de fundo que o profeta prediz uma as mais lindas passagens bíblicas, cheia de esperança.
Isaías 9:1-7:
“Mas para a terra que estava aflita não continuará a obscuridade. Deus, nos primeiros tempos, tornou desprezível a terra de Zebulom e a terra de Naftali; mas, nos últimos, tornará glorioso o caminho do mar, além do Jordão, Galileia dos gentios. 2 O povo que andava em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz. 3 Tens multiplicado este povo, a alegria lhe aumentaste; alegram-se eles diante de ti, como se alegram na ceifa e como exultam quando repartem os despojos. 4 Porque tu quebraste o jugo que pesava sobre eles, a vara que lhes feria os ombros e o cetro do seu opressor, como no dia dos midianitas; 5 porque toda bota com que anda o guerreiro no tumulto da batalha e toda veste revolvida em sangue serão queimadas, servirão de pasto ao fogo. 6 Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz; 7 para que se aumente o seu governo, e venha paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, para o estabelecer e o firmar mediante o juízo e a justiça, desde agora e para sempre. O zelo do Senhor dos Exércitos fará isto.”
Dura realidade
Gostaria de falar de esperança nesta newsletter, mas preciso começar contextualizando e dando o panorama crítico em que vivemos nossos dias. Os casos de suicídio no Brasil aumentaram 43% em uma década, passando de 9.454, em 2010, para 13.523, em 2019. Entre os adolescentes, o aumento foi de 81%, indo de 3,5 suicídios por 100 mil adolescentes para 6,4. Segundo o conselho federam de medicina.
Alguns estudos apontam que o crescimento ser deu na classe média. Mas porque essa desesperança se podemos dizer que nossa vida é mais confortável e vivemos mais do que nunca?
Em nossos dias parece que escritores e roteiristas estão entediados com a alegria. O que vemos em séries, filmes, livros é basicamente desastres ambientais, fim do mundo, desastre nuclear, invasões de zumbis. Anti-heróis como Braking Bad, house of cards, mad man.
· Há um declínio no otimismo mundial e um aumento na desconfiança com relação ao futuro climático, político e social. Há uma perda da esperança.
Mas ninguém pode viver sem esperança!
Fundamentados na esperança.
Trago aqui uma ilustração que li no livro: Deus na Era Secular, do pastor (já falecido) norte americano Tim Keller sobre duas mulheres em uma fábrica, que julgo expressa muito bem a ideia de espera.
Elas tinham exatamente o mesmo status socioeconômico, mesmo nível escolar, mesmo temperamento.
O trabalho que foi dado para estas mulheres, era simples, elas deveriam encaixar a peça A na peça B durante 8 horas por dia.
Elas tinham a mesma condição de temperatura, ventilação, ergonomia, iluminação, mesmo intervalo. Tudo igual exceto por um ponto.
A mulher “A” ganhará R$30.000,000 mil ao final do ano e a outra 30 milhões.
Menos de um mês depois, a primeira começará a reclamar dizendo: “Estou com dor nas costas”, “este trabalho é um horror”, “qual o propósito disso?”, e se perguntasse para a outra se ela não achava que aquilo era massante demais, certamente a outra responderia, “faço o melhor que eu posso, as vezes até assovio”.
É a expectativa que cada uma tem do futuro que explica essa diferença.
Aquilo em que acreditamos acerca do futuro controla por completo como vivemos nosso presente. Nós somos criaturas fundamentadas na esperança. O ser humano é assim por essencia.
Não precisamos de uma esperança genérica.
Existem estudos científicos que apontam que mais disposição e uma personalidade otimista não necessariamente produzem uma vida melhor. Precisamos de uma esperança mais profunda. Não podemos viver apenas o agora, ainda que tudo o que podemos ver é este minuto, viver sem cogitar o futuro nos é impossível. Somos orientados para o futuro, o tempo caminha para frente.
Foi devido a grande influencia do cristianismo no mundo que a ideia de progresso se consolidou. Da necessidade de pensar e imaginar um mundo que caminha para frente até o dia do juízo final de Deus, da justiça plena e do reino de paz. Então a modernidade secularizou a ideia cristã do reino. É como se dissessem agora que o reino de Deus está instaurado nesta vida independente do que Deus acha disso.
Surge o progressismo nos moldes mais cumuns que conhecemos hoje, luta social, direitos humanos, “we are the world, we are the childrens...”
É nesse contexto que o mundo diz que o progressismo é para frente e se você não está nessa você está no retrocesso. Esse mesmo progressismo nos mostra um futuro sem absolutos morais e com a desconstrução de valores. É como se para obter um novo mundo utópico necessariamente devessemos romper com o passado e tudo o que nos trouxe até aqui.
Então entramos em um dilema filosófico simples que derruba a ideia progressista de mundo, se não temos uma visão do que é certo ou errado com a qual todos concordem – como podemos definir o que é progresso e retrocesso?
É preciso necessariamente haver uma verdade absoluta, do contrário não existem bases seguras para montar qualquer ideia.
o umbigo do mundo
Vivemos em um mundo sem comprometimento com as gerações passadas nem sacrifícios pelas gerações futuras. As novas gerações estão sendo ensinadas que tudo tem que ser agora, que tudo a nossa volta possui a utilidade de nos dar prazeres imediatos.
Estamos em um fast-food macabro, um on-demand que nos conduz a pensarmos que estamos no trono do mundo e todos devem nos servir do bom e do melhor. Quando estuvada na Apple Developer Academy, um professor de UI/UX dizia que as pessoas não estão mais interessadas na chegada, o importante é o caminho, a experiência do usuário. Lembro-me de como foi assustador ouvir aquilo, embora fizesse muito sentido quando se trata de negócio, ter um cliente adeternor envolvo em um ciclo constante de relacionamento comercial com a sua marca/produto. Vejam os jogos de vídeo game hoje em dia, não tem mais fim. Qual foi a última vez que você ouviu um jovem a sua volta dizer que venceu no videogame?

Penso que é preciso haver confiança e maravilhamento com o que esperamos ao final de toda nossa jornada nesta vida. Isso me parece a esperança.
Imagine dizer para um escravo que ele deveria ter crença no progresso da humanidade? Isso beira a loucura não é mesmo? A esperança requer uma crença de que as injustiças serão corrigidas, que o perverso sofrerá alguma punição e a maldade perderá. A verdadeira esperança precisa necessariamente da fé em algo que transcenda essa vida.
Esperança real
Há um estudioso chamado Howard Thurman, que em 1947 fez um estudo sobre o gênero musical “negro spiritual”, ele contestou a crítica de que as músicas eram excessivamente “do outro mundo”. A crítica era que a música (gospel) tinha muita referência do céu, coroas, tronos, vestes que os cantores usariam quando Jesus voltasse.
Enquanto alguns críticos diziam que acreditar nisso deixa a pessoa muito submissa e dócil, foi exatamente sobre isso que ele argumentou o contrário. Basicamente Thurman argumentou que ao cantar essa fé foi o que ajudou a aprofundar a capacidade de resistência dos escravos. Os spiritual encaravam a crença cristã do juízo final onde todas as injustiças seriam reparadas.
Justamente essa crença na imortalidade das pessoas e a reunião final com os entes queridos que amam para sempre. A imortalidade os remetia a Deus. Portanto Deus consertaria todas as injustiças e esse fato era digno de louvor e adoração.
Tem um livro de Justo L. González (historiador) chamado Economia e Fé – no início da era cristã. Está obra nos dá um panorama da miséria que o povo vivia na época de Jesus.
Penso que em algum grau, nós perdemos essa perspectiva, isso ocorreu porque nosso contexto de igreja ao ouvir sermões sempre é rodeado pelo conforto de nossa igrejas e casas. Precisamos resgatar uma visão contextual mais realista da época para quando olhamos para o sermão do monte, onde Jesus está proferindo aquelas belas palavras possamos visualizar as muitas pessoas paupérrimas, humildes a sua volta, podendo, portando, imaginar como aquelas palavras deviam ecoar nos corações daqueles renegados e maltrapilhos.
Vamos ler esse trecho de Mt 5.1–12.
1 Vendo Jesus as multidões, subiu ao monte, e, como se assentasse, aproximaram-se os seus discípulos; 2 e ele passou a ensiná-los, dizendo: 3 Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus. 4 Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. 5 Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra. 6 Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos. 7 Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. 8 Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus. 9 Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus. 10 Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus. 11 Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós. 12 Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós.
Não tenho dúvidas que essas palavras maravilhosas ecoavam nos corações dos perdidos, dos póbres de espírito que estavam ali presentes, Mateus fala que uma multidão que seguia Jesus, certametne ela era essencialmente composta de pessoas sedentas de esperança, desejosas de viver uma nova vida, obter um sentido para todo seu sofrimento e receber uma nova visão de mundo que lhes ajudaria a encarar as argúrias da dura vida que viviam.
Esperança real
Aqui caberia uma pergunta: O que os escravos do passado, essas pessoas que ouviram o sermão do monte de Jesus e o povo hebreu para o qual Isaías proferiu, tinham em comum?
Essa pergunta é importante, para entender-mos, por que nada era capaz de destruir a esperança dessa gente.
A resposta não é tão complexa, essa esperança era de outro mundo! Não se baseava em circunstâncias limitadas aos muros deste mundo. Estamos falando de uma esperança para além de tudo e todos.
Muitas vezes quando somos tomados pelo desespero, o contexto quase sempre nos faz pensar sobre um acontecimento do passado, presente ou previsões do furuto. Quem normalmente não vê esperança para sair de uma determinada situação, encontra-se presa em uma espiral de confusão e desnorteamento que lhes impede de enchergar fora do turbilhão de aflições que se encontra.
Deveríamos pensar sobre como a esperança em Jesus Cristo pode nos dar forças para sairmos da circunstâncias que estamos presos.
· Imagina que ridículo seria sentar ao lado de um hebreu cativo na época de Isaías, de uma pessoa sem perspectiva na época de Jesus ou um escravo e dizer:
- “nunca haverá um juízo em que as injustiças serão corrigidas.”
- “Não existe um mundo novo em que seus anseios serão satisfeitos”
- “Essa vida é tudo que existe”
- “Quando você morre, acaba tudo e não existe nada”
- “Nossa esperança é aprimorando as políticas sociais”
- “Agora vai em frente e vive uma vida de cabeça erguida com coragem e amor”
Nos precisamos “trazer a memória aquilo que nos traz esperança”, foi o que disse Jeremias em suas lamentações.
A verdade é a Esperança
O Natal de verdade nos lembra que Deus enviou um salvador, ele disse que seria um menino, um bebê. “para que Ele o regente das estrelas fosse amamentado por sua mãe”. Lembro-me de como o natal era mais alegre, doce, esperançoso quando eramos pequenos, mas contato hoje, como nosso a esperança do natal esfriou e viramos “adultos chatos”.
A verdade é que o espírito Natalino deveria ser o Espírito Santo, que nos dá esse anseio misturado com uma doce expectativa, de que alguma coisa especial vai acontecer e eu serei favorecido.
O cristianismo oferece a salvação como um presente. Esse presente não é para pessoas boas e perfeitas, mas para as que estão dispostas a reconhecer que não são boas o suficiente para salvarem a si mesmas e necessitam de um salvador.
Esse menino que nasceu e trouxe esperança ao mundo caído, ele cresceu e virou o único homem digno de ter a vida eterna, por isso estamos seguros Nele e não em nossos méritos.
Talvez aqui, você se pergunte: Mas como posso ter esperança nesse homem?
Ora! Porque “o governo está sobre Seus ombros”, por que Ele é o pai da eternidade.
Ele venceu a morte, Ele ressuscitou e as evidências histórias são gigantescas, estudiosos como Wolfhart Pannenberg em sua Sistemática, N.T. Wright em A ressurreição do filho de Deus, Lee Strobell no clássico Em Defesa de Cristo, entre tantos outros demonstram isso ao fazerem boa apologética nos mostrando por A+B porque é factível acreditar na ressurreição de Jesus Cristo.
Encha sua mente de bons argumentos, aqueça seu coração com boas lembranças do que Deus já está fazendo na sua vida.
Romanos 5.5 nos lembra: “essa esperança não nos decepciona, uma vez que o amor de Deus foi derramado em nosso coração pelo Espírito Santo que nos foi dado”
Nossas experiências com esse Deus são o prenuncio de um futuro glorioso que provamos agora, te provo isso.
As orações respondidas.
O cheiro do café fresco pela manhã.
A singela beleza do raio de sol na fresta de uma janela, rompendo a escuridão do quarto.
A angústia no fim do dia de domingo, como um desejo eterno pelo dia do senhor.
Um abraço gostoso.
Uma gargalhada sincera com amigos amamos.
Maravilhosa Realidade
A esperança é real, ela foi anunciada, vindo como um menino, conforme lemos no início em Isaías. A esperança nasceu, viveu, morreu e ressuscitou. O que temeremos se a Luz veio ao mundo em trevas? Se agora sabemos para onde olhar!
Nós cristãos temos a confiança de um ladrão condenado que ouve: “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso” (Lc 23.43).
“Há uma alegria que a tristeza só consegue enriquecer e aprofundar até lhe ceder lugar completamente. Isso é, de fato, esperança.” Tim Keller
Eu não sei qual a sua dificuldade, se a sua luta é com a incredulidade, egoísmo, autossuficiência, arrogância, soberba, doença, inveja, inimizades. A esperança que Jesus nos dá é maravilhosa.

Pergunte-se: Porque Isaías deu ênfase no nascimento de um menino? Ele enfatiza que o governo Divino não será meramente Deus , mas embora com seus atributos, terá a mais humana de todas as chegadas na terra, um nascimento comum, o mais comum e humilde possível.
Mas como Deus livrará o povo da escravidão, da guerra, da opressão da arrogância? Será que Deus deveria ser ainda mais arrogante, mais beligerante, mais opressivo e dominador? Demonstrando todo seu infinito poder...
Certamente Isaías indica que Deus fará justiça e destruirá seus inimigos, entretanto, aos poucos ele vai falando sobre como isso vai ocorrer até chegar no ponto alto para falar do significado deste livramento, de repente, um menino é revelado.
Deus é bastante forte para vencer seus inimigos tornando-se vulnerável, evidente e humilde – a única esperança, de fato, para converter a inimizade do mundo em amizade.
Neste natal quando olharmos para a manjedoura, lembraremos de um menino que nasceu. Podemos ter esperança agora. Sua obra faz de nós cristãos, da manjedoura a Cruz ganhou nossos corações.
Ponha fim a angustia da dúvida e viva uma nova vida em Jesus Cristo
Nesse final, quero falar com você que luta contra a dúvida, que embora saiba exatamente no que deve acreditar, parece que seu coração já não se vislumbra mais com a promeça que deveria nos trazer esperança.
A certa altura da história de John Bunyan, os peregrinos encontram-se descançados a beira da margem de um rio. Decidem levantar e seguir adiante costeando a margem. A certa altura o Cristão decide pegar um atalho, como uma passarela para o outro lado do rio, Esperançoso vai com ele. Do outro lado eles avistam o Vã Consciência indo a frente, eles so seguem, até que ao final do dia ela cai em um precipício, pois era noite e não conseguia enchergar o caminho.
Uma chuva forte começa, com muitos raios e em alguns minutos ocorre uma inundação, o Cristão e o Esperançoso precisam procurar abrigo, eles vão para um lugar alto, onde estão a salvos e podem passar a noite.
No outro dia, já a salvos são acordados pelo gigante desespero que prende os dois e eles são levados para o castelo da dúvida. O gigante ficou muito bravo por eles estarem em suas terras.
Os dois são colocados em uma masmorra, apanham muito do gigante, e este, diz para eles tirarem suas vidas ou ele mesmo faria isso. A esposa do gigante Desconfiança, fala sempre para seu esposo Desespero acabar com a vida dos dois, mas dia após dia o gigante desce até a masmorra e tenta convencê-los de que devem se matar. A certa altura o gigante pego os dois e leva até o pátio do castelo, mostra muitos ossos e crânios de outros forasteiros que ele tirou a vida, faz isso como prova de que não estava blefando, ao levá-los novamente para a masmorra da outra surra nos dois.
Os Cristão questiona a vida, questiona se a morte não seria melhor do que viver em uma masmorra suja e fria, o Cristão deseja tirar a própria vida, mas seu amigo lembra-o novamente que os omicidas não entrarão no reino dos céus.
Enquanto o Cristão questiona a vida, seu amigo Esperançoso lembra-o de como Deus o ajudou até então, lembra-o de tudo que passou na vida e Deus sempre esteve com ele.
É sábado, meia noite, quando o Cristão desfalecido e sem forças começa a orar, ele faz isso até domingo pela manhã, ao raiar do dia. Adiciono aqui um trecho desta literatura clássica.
“No entanto, por volta da meia-noite de sábado, eles começaram a orar e continuaram em oração até quase o raiar do dia. Pouco antes do romper da aurora, o bom Cristão, meio espantado até, rompeu num palavrório entusiasmado: — Como sou idiota! — disse ele. — Ficar aqui neste calabouço malcheiroso, podendo muito bem andar com liberdade! Trago no peito uma chave, chamada Promessa, que (estou convencido) abrirá qualquer fechadura do Castelo da Dúvida. — Que boa notícia, meu irmão! — exclamou Esperançoso. — Pois então tire essa chave do peito e experimente. Foi o que Cristão fez: pegou-a e, com ela, tentou abrir a porta do calabouço. O ferrolho cedeu assim que ele virou a chave, e a porta se abriu facilmente. Saindo, os dois foram até a porta externa que levava ao pátio do castelo e, com a chave, abriram-na. Chegaram, então, à porta de ferro. O ferrolho estava completamente enferrujado, mas a chave abriu-o também.”
John Bunyan. BUNYAN, John. O Peregrino (p. 103). Edição do Kindle.
Jamais esqueça que existe uma promeça em sua vida, uma promeça maravilhosa e essa promeça nos dá a esperança verdadeira, que o mundo não pode sufocar nem matar.
Nós temos uma esperança, ela se chama Jesus Cristo, Deus.
Que nesse natal seu coração se aqueça, que a alegria do Senhor seja a sua força e você renove suas esperanças em Cristo.
Por Augusto Marques
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